22 de agosto – Dia do Folclore

Dedoches

A palavra folclore vem do inglês Folk=povo e Lore=conhecimento. Esse termo foi criado pelo arqueólogo inglês William John Thoms (1803-1885), pesquisador da cultura popular europeia, que em 22 de agosto de 1846 publicou um artigo intitulado “Folk-lore”, na revista The Athenaeum, propondo a criação do termo Folclore.

Folclore é, portanto, um conjunto costumes e conhecimento de um povo, transmitido de gerações para gerações. No Brasil, esses costumes têm origem na mistura das culturas europeias, indígenas e africanas e fazem muita referência com festas e brincadeiras populares. Nelas, muitas histórias e lendas são contadas.

Foi no período do Romantismo literário brasileiro que essas lendas e recebeu atenção, quando o mundo voltou-se para a valorização das culturas populares e nacionalistas. Conheça um pouco os personagens do nosso Folclore.

Coleção Dedoches Lendas do Folclore Brasileiro

Iara ou Mãe-d’Água

é uma lenda de origem indígena. Segundo o Folclore, Iara é uma sereia (metade do corpo peixe e metade mulher) que usa seu belo e irresistível canto para atrair os homens, que se apaixonam por ela e a seguem até o fundo dos rios. Os índios têm tanto medo da Iara que procuram evitar os lagos ao entardecer.

Saci Pererê

é um jovem negro, de uma só perna, com um cachimbo na boca e uma carapuça vermelha sobre a cabeça que lhe dá poderes mágicos. Considerado uma figura brincalhona, que se diverte com os animais e pessoas com pequenas travessuras que criam dificuldades domésticas ou assusta viajantes noturnos.


Boto Rosa

os botos são mamíferos que vivem nos rios amazônicos. Diz-se que, durante as festas juninas, o boto rosado aparece transformado em um rapaz elegantemente vestido de branco e sempre com um chapéu para cobrir a grande narina que não desaparece do topo de sua cabeça com a transformação. Esse rapaz seduz as moças desacompanhadas, levando-as para o fundo do rio e, em alguns casos engravidando-as.

Curupira

é uma entidade das matas, um anão de cabelos compridos e vermelhos, cuja característica principal são os pés virados para trás. Protege a floresta e os animais, espantando os caçadores que não respeitam as leis da natureza, ou seja, que não preservam o período de procriação e amamentação dos animais, que caçam além do necessário para a sua sobrevivência e lenhadores que fazem derrubada de árvores de forma predatória.

Bumba meu boi

é a principal figura da festa de Bumba-Meu-Boi e consiste numa armação de madeira em forma de touro, coberta de veludo bordado. A festa deriva da tradição portuguesa e espanhola, tanto no que diz respeito ao desfile como à representação propriamente dita. A tradição de se encenarem peças religiosas de inspiração erudita, mas destinadas ao povo para comemorar festas católicas nascidas na luta da Igreja contra o paganismo. Esse costume foi retomado no Brasil pelos jesuítas em sua obra de evangelização dos indígenas, negros e dos próprios portugueses aventureiros e conquistadores no catolicismo, por meio da encenação de pequenas peças.


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