É tão gostoso quando somos pequenos e as atividades escolares se resumem em cortar, colar, desenhar, colorir, moldar, montar… Pena que isto dura pouco, conforme vamos crescendo, rapidamente as atividades manuais vão sendo substituídas pelas intelectuais.
Matemática, física, química, entre outras matérias, podem facilmente ser ensinadas na prática. A carpintaria é um exemplo disso. O trabalho manual vai além de cortar e colar, é preciso fazer cálculos, acertar ângulos e entender de física.
Todo mundo que já frequentou uma universidade sabe que a teoria dos livros é importante, mas que a prática é mais que fundamental. Ou seja, colocar as mãos na massa é muito importante na formação de qualquer pessoa e profissional.
Tanto que a inteligência das mãos é citada por diversos filósofos e pensadores ao longo da história. “Por ter mãos, o homem é o mais inteligente dos animais”, do filósofo grego Anaxágoras; a “mão é a janela da mente”, de Kant; e a “mão inteligente”, de Charles Bell.
Segundo um artigo publicado pelo especialista em educação Claudio de Moura Castro no jornal O Estado de S.Paulo, “para os Compagnons du Devoir, ‘o conhecimento mora na cabeça, mas entra pelas mãos’. Ou seja, ‘a inteligência da mão existe’ (J. Berger)”.
O artigo também cita que “os compagnons acreditavam que o homem teria duas inteligências, uma especulativa e outra prática, por isso tem uma cabeça e duas mãos”.
É comprovado que a mão se comunica com o cérebro por múltiplos circuitos neuronais, mas porque será que as atividades manuais estão cada vez mais extintas nas escolas?
Precisamos estimular crianças e adolescentes ensinando além dos livros. Resgatar o que já se fazia antigamente, com atividades que estimulem ao máximo as mãos.
Os brinquedos educativos ajudam a incentivar a criatividade e o aprendizado. Um exemplo recente foi uma cliente da Papagueno que levou um kit de reciclagem de presente para a sobrinha, e antes mesmo do Natal, a menina já tinha aproveitado o material para fazer um cartão personalizado para os tios.